programação /teatro

Temporárias, de Tânia Dinis

TEMPORÁRIAS

18 e 19 de Outubro às 21h30
20 de Outubro às 18h

Temporárias tem como processo de trabalho a correspondência de imagens de família, pessoais ou anónimas, entre as três artistas e manipuladas através da montagem.
Uma criação na busca constante das múltiplas leituras que uma imagem pode ter e o que podem esconder. A impressão de momentos esquecidos num tempo distante. Um tempo que passa e um tempo que não passa, em memórias que se expandem no espaço, mas prontas para emergirem do esquecimento, permitindo a construção de uma possível história, ou a história que queremos ver.

 

Criação de Tânia Dinis
Co-criação de Ana Villanueva (ARG) e Maria Antónia Mion (BR)
Pesquisa e interpretação de Tânia Dinis, Ana Villanueva e Maria Antónia Mion
Produção da Associação Cultural – Tenda de Saias

Apoio artístico de Jorge Quintela, Paulo da Mata e Tales Frey
Duração: 40 minutos
Maiores 12 anos

 

OFICINA

IMAGENS QUE CONTAM HISTÓRIAS por Juliana Sá e Tânia Dinis

20 e 21 de Outubro das 10h às 13h
Máximo 15 participantes
Idades entre 6/12 anos

 

CV
Tânia Dinis 1983, natural de Vila Nova de Famalicão, residente no Porto.
Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas pela FBAUP, 2015. Licenciatura em Estudos Teatrais, Ramo-Interpretação pela ESMAE, 2006. Em 2013, realiza a sua primeira curta-metragem, Não são favas, são feijocas, onde foi premiada em vários festivais de cinema, tais como: Dresdner Schmalfilmtage, Onion City Experimental Film and Video Festival, Festival OLHARES DO MEDITERRÂNEO e Curta 8 – Festival Internacional de Super 8 de Curitiba, Brasil.  Realizou também, Arco da Velha em 2015, com dois prémios nos festivais Super Off e Curta 8, Brasil, dedicado ao Super 8, vídeo-instalação Linha em 2016 e Teresa. Em 2017 estreou LAURA na Competição Experimental do 25º Curtas Vila do Conde, recebeu prémio de melhor curta metragem no Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo – Brasil, e Menção Honrosa do Júri no super festival Festival de Cinema Luso Brasileiro e  Armindo e a Câmara Escura, em co-produção com o Observatório de Cinema – Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão,  estreia no Novíssimos do 15º IndieLisboa International Film Festival, filmes que continuam em circulação por vários festivais de cinema.
Dirigiu a 2ª parte do espectáculo ÁLBUM DE FAMÍLIA, ( 1º parte de Isabel Costa ) a partir do espólio de fotografias de família d’A Muralha – Associação de Guimarães – Teatro Oficina – Festivais Gil Vicente 2017, e em constante desenvolvimento, o projecto de criação IMAGINÁRIO FAMILIAR – ARQUIVO DE FAMÍLIA, onde surgiram as criações CURVA ASCENDENTE ( 2013 ) e ROTA ( pequena história de uma família ) ( 2015… ) TEMPORÁRIA ( 2017/18 ). O seu trabalho atravessa diversas perspectivas e campos artísticos, como o da fotografia, o da performance, o do cinema e o da estética relacional, tendo nos últimos anos trabalhado a partir de imagens de arquivo de família, pessoais ou anónimas, recorrendo também, a outros registos de imagem real, FEMALE ( 2012 ), MONO-LOGO (  2015 ) um trabalho de pesquisa em torno do tempo-imagem-memória-sonho-mulher.
Integrou vários projectos, tais como: 2018 – IMAGINÁRIO FAMILIAR – LINHA DE TEMPO, Museu Júlio Dinis Ovar, AMANHÃ FAREMOS TODOS PARTE DE UMA RECORDAÇÃO na Sputenik the window Porto, 2017 – Seminário Internacional Práticas de Arquivo em Artes Performativas, A Gentil Carioca-Abre Alas Brasil, XIX Bienal de Cerveira , 2016 – CAAA – “Trees Outside the Academy”!, 2015 – EVERYTHING SEEMS FINE FROM UP HERE, Solar – Galeria de Arte Cinemática – Vila do Conde, 2013 – Trabalha-Dores do Cu,  Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural – Cia Excessos. Tem colaborado em projectos com curadoria de Eduarda Neves ( 2014 – Algumas razões para uma arte não demissionária, 2015 – CORRESPONDÊNCIAS e HORS- SÉRIE_ 2018),  com a Produtora Bando à Parte e com o CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura.

 

Ana Villanueva
Argentina – Engenheira eletrônica, com orientação de telecomunicações, formado pela Faculdade de Engenharia (FIUBA) da Universidade de Buenos Aires (UBA), fotógrafa e cineasta experimental. Atualmente estuda a Especialização em Línguas Artísticas Combinadas da Universidade Nacional das Artes (UNA).
Participou em várias exposições fotográficas, tanto individuais como coletivas, bem como em projeções relacionadas ao cinema experimental tanto na Argentina como em outros países latino-americanos. Atualmente, está interessada na manipulação de dispositivos analógicos, descartados, para o desenvolvimento de obras e sua significação através de meios eletrônicos. O foco está em questões relacionadas à fragilidade da memória e à finitude da vida.
Lidera uma empresa dedicada ao projeto e implantação de redes de comunicação. Membro ativo da Associação AREA (Associação de cineastas argentinos experimentais), que promove espaços e subsídios para o cinema experimental. Desde 2016, integra uma banda, chamada AURORA, que combina imagens visuais usando projetores Super 8 e slides, juntamente com o som experimental.

 

Maria Mion
Brasil – Artista Visual brasileira, transita entre a fotografia e o cinema, premiada nos principais festivais de cinema super8 do b´Brasil, em 2016 fez parte do júri no festival Curta Oito – Festival Internacional de Super 8. O conjunto de sua obra tarta de questões acerca da memória, apropriação e autoficção. É também barista e anfitriã do evento mundial de palestras Creative Mornings Curitiba.