programação /exposições

VERSOS E AVESSOS, exposição de Ana Cardoso

Após 6 anos, Ana Cardoso regressa ao CAAA com a exposição Versos e Avessos.

Abertura dia 7 de Novembro, até 31 de Dezembro

AS 1001 NOITES, exposição de Tiago Manuel

AS 1001 NOITES
exposição dos desenhos de Tiago Manuel para o filme homónimo de Miguel Gomes
Abertura dia 7 de Novembro, até 31 de Dezembro

Os desenhos foram produzidos entre setembro de 2013 e agosto de 2014 para o site do filme “As 1001 Noites” com produção de O Som e a Fúria. As obras foram criadas a partir dos textos escritos pelos jornalistas Maria José Oliveira, Rita Ferreira e João de Almeida Dias que, durante um ano, percorreram o país de norte a sul e investigaram as notícias saídas na imprensa diária. Dessa investigação resultaram “verdades” escondidas na superficialidade noticiosa dos jornais. Escolhidas as “notícias” do mês, os textos eram enviados para que o autor elaborasse uma “última leitura” – aquela que cada um de nós faz nas entrelinhas, nem sempre coincidente, mas seguramente política e humanizada.
Este processo integrou a produção do filme “As 1001 Noites” assumindo-se como uma estrutura de investigação à sociedade portuguesa e contribuiu para o argumento e processo de pesquisa. Os desenhos e as peças jornalísticas eram divulgados on-line ao longo do processo de rodagem do filme.
As diversas situações retratadas constituem uma análise que contribui para o processo narrativo que a personagem Xerazade descreveu: situações sociais, contextos históricos nacionais e aspetos culturais.

Tiago Manuel
Nasceu em 1955 em Viana do Castelo. Fez a sua formação artística com os mestres Aníbal Alcino e Júlio Resende. A sua obra tem sido apresentada no país e no estrangeiro em instituições e galerias de referência. Foi premiado várias vezes. Algumas exposições individuais: Galeria Abysmo, Lisboa, 2014; “Mishima, Manifesto de Lâminas”, Centro Cultural de Belém, Lisboa, 2008; Galeria Spectrum Sotos, Saragoça, 2008; Galeria Palmira Suso, Lisboa, 2007; Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende, Gondomar, 2002. Algumas colectivas: “Sem Consenso”, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2015; Annual Comic and Cartoon Art Competition, Society of Illustrators, New York (USA), 2014; Arco, Casa da Cerca, Almada, 2008 – Prémio Stuart, Lisboa, 2007, 2006,2004; Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada (Bedeteca de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa), 2004,2002, 2001, 2000. Na qualidade de ilustrador publicou nos jornais Público, Expresso, Jornal de Letras, Letras & Letras, O Diário e Jornal Cultural Postas de Pescada, nas revistas Colóquio/Letras da Fundação Calouste Gulbenkian, Ler-Círculo de Leitores, Cão Celeste, Intervalo, Bestiário e Torpor e nas editoras Âmbar, ASA, Afrontamento, Media Vaca (Valência), Bertrand, Abysmo, entre outras. Últimos trabalhos: “O sangue por um fio”, livro de poesia de Sérgio Godinho, Assírio & Alvim, Lisboa, 2009; 40 desenhos para o site do filme “As 1001 Noites” de Miguel Gomes, 2013/ 2014; cartaz para o filme “Gambozinos” de João Nicolau, Quinzaine des Realizateurs, Cannes, 2013; cartaz para o filme “Ruínas” de Manuel Mozos, Festival IndieLisboa, 2009. Desde 2000 já publicou 10 dos seus 25 heterónimos (19 livros). Em 2008 criou e passou a dirigir a colecção de banda desenhada “O Filme da minha Vida”, editada pela Associação de Produção e Animação Audiovisual AO NORTE, Viana do Castelo.
É desde 2013 o responsável pela direcção artística e organização das exposições temporárias dedicadas aos artistas ilustradores para a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.
É director artístico da BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães, um projecto cultural da Câmara Municipal de Guimarães, criado em 2017.

CONTEXTILE 2020 | DA EXISTÊNCIA – UNIVERSAL E ÍNTIMA de Magda Soboń

DA EXISTÊNCIA – UNIVERSAL E ÍNTIMA

Magda Soboń

Inauguração 5 Setembro 19h45 / até 24 Outubro

 

 

 

 

Magda Soboń procura nas suas concepções artísticas uma tarefa (im)possível: o significado da existência. Universal e íntima. Com uma forma laboriosa, quase meditativa do pensar-fazer-pensar aporta-nos a uma hipótese de génese da criação. Tudo o que corporifica – matéria e pensamento –, obedece à sua intenção criando uma ordem em si e nas peças que cria. O médium – papel – não podia ser outro e o acto da criação começa, como um acto de compulsão, e procurando um processo cognitivo assente na sensorialidade do toque. Inicia-se com a escolha das fibras adequadas, explorando as suas possibilidades e limites, retirando-lhe tudo até que se esgotem, para que assim possam fazer parte de uma nova criação – expondo a sua condição efémera e a suscetibilidade que conduzem a uma destruição inevitável. O seu processo de trabalho confere existência mas destrói logo de seguida, única forma da constatação dessa mesma existência universal. Neste jogo antagónico e duplo a memória assume uma função: a de contributo concreto para a criação.

Magda Soboń formou-se na Academia de Belas Artes Strzemiński em Łódź, Polónia, Faculdade de Têxteis e Vestuário. Atualmente é professora do Paper Studio na sua alma mater. Ela trabalha com o papel artesanal, têxteis e gráfica. Participou em inúmeras exposições na Polónia e no exterior. É vencedora de alguns prémios de prestígio, entre outros: O prémio concedido pelo “Marshal of the Pomorskie Voivodeship” no 11º Baltic Mini Textile em Gdynia em 2019, Menção honrosa na 1ª Bienal de Arte Têxtil em Poznań em 2017. Menção honrosa na Contextile 2016 – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea em Portugal em 2016, Grande Prémio da 14ª Trienal Internacional de Tapeçaria em Łódź em 2013; Menção de Excelência na 7ª Bienal Internacional de Fiber Art – De Lausanne a Pequim na China em 2012; Menção honrosa na 6ª Bienal Internacional de Arte Têxtil Contemporânea do México em 2011; Medalha de Bronze na 6ª Bienal Internacional de Fiber Art – De Lausanne a Pequim, na China, em 2010.

 

FROM EXISTENCE – UNIVERSAL AND INTIMATE

Magda Soboń seeks in her artistic conceptions an (in)possible task: the meaning of existence. Universal and intimate.

With a laborious way of work, almost meditative approach to thinking-making-thinking, the artist offered a hypothesis of the genesis of creation. Everything that embodies – matter and thought – obeys its intention of creating an order in itself and in the pieces she creates. The medium – paper – could not be any other and the act of creation begins, as an act of compulsion, and looking for a cognitive process based on the sensoriality of touch. It begins with the choice of the appropriate fibbers, exploring its possibilities and limits, removing everything from it until they are exhausted, so that they can be part of a new creation – exposing its ephemeral condition and susceptibility that lead to an inevitable destruction. Her working-process confers existence but destroys right after, the only way of verifying that same universal existence. In this antagonistic and double game, memory takes on a role: that of making a concrete contribution to creation.

Magda Soboń graduated from the Strzemiński Academy of Fine Arts in Łódź, Poland Faculty of Textiles and Clothing. Currently, professor at the Paper Studio in her alma mater. She deals with the handmade paper, textile and graphics. She participated in numerous exhibitions in Poland and abroad. She is a winner of some prestigious awards among others: The Prize granted by the Marshal of the Pomorskie Voivodeship at 11th Baltic Mini Textile in Gdynia in 2019, Honorable mention at 1st Biennale of Textile Art in Poznań in 2017. Honorable mention at Contextile 2016 – Contemporary Textile Art Biennial in Portugal in 2016, Grand Prix at 14th International Triennial of Tapestry in Łódź in 2013; Excellent mention at 7th International Fiber Art Biennale – From Lausanne To Beijing in China in 2012; Honorable mention at 6th International Biennial of Contemporary Textile Art in Mexico in 2011; Bronze Medal at 6th International Fiber Art Biennale – From Lausanne To Beijing in China in 2010.

LATEJO de Igor Gonçalves e André Pinto

LATEJO

Igor Gonçalves e André Pinto

Inauguração 5 Setembro 15h / até 31 Outubro

 

 

 

 

Resultado da criação em residência artística de Igor Gonçalves e André Pinto. A vontade de colaboração remonta à fase em que ambos estudavam no ensino secundário e encontra agora a sua materialização em formato expositivo.

Ao dar corpo a esta vontade, Igor Gonçalves e André Pinto unem ideias e práticas de exploração plástica em torno da repetição de tramas, linhas e sentidos que refletem erros, visões e caminhos incertos.