programação /exposições

Coisas Tão Diferentes Agora, de Eduardo Brito

Inauguração 2 Novembro, 21h / até 5 Janeiro 2019

Coisas Tão Diferentes Agora é um trabalho de fotografia de Eduardo Brito que aborda a complexa relação de pertença a um lugar: são imagens de (e pequenos textos sobre) Guimarães, a cidade onde nasceu, cresceu e escolheu viver, feitos no ano do seu quadragésimo aniversário. Imagens e textos representam espaços que por sua vez traduzem rememorações de algo que ali lhe aconteceu, entre o exacto e o incerto: do infantário até aos locais onde trabalhou e trabalha, do lugar onde bateu num colega de escola ao local onde foi agredido na adolescência, à cartografia de relações de todas as naturezas. Porém, como a memória é por regra infixa e processual – e a própria morfologia dos espaços parece seguir essa ideia de mudança – este trabalho acaba por ser também ele contaminado por uma certa ideia de ficção: os lugares fotografados não são, todos eles, particularmente exactos na relação que estabelecem com as histórias, que, por sua vez também não são todas necessariamente factuais: tudo tão diferente agora.

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Opening November 2nd, 9pm / Until January 5th 2019

‘Things So Different Now’ is a photographic work by Eduardo Brito that explores one of the ways of belonging to a place: these are images of (and small texts about) Guimarães, the city where he was born and chose to live, made during the year of his fortieth anniversary. Photos and texts represent spaces that translate remembrances between certain and uncertain — from nursery school to workplaces, from the street where he hit a schoolmate to the place where he was beaten in adolescence — generating a cartography of all sorts of relations. However, as memory is unstable and processual and the shape of the portrayed spaces seems to to follow this idea of mutability, this work incorporates a certain idea of fiction: not all the images are particularly accurate in the relationship with their stories, which, in turn, are not all necessarily factual: everything so different now.

 

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From Under Dust, de Charlie Morris

Inauguração 2 Novembro, 21h / até 5 Janeiro 2019

O artista Charlie Morris, original de San Antonio – Texas EUA, apresenta um corpo de trabalho artístico com conotações políticas, através de projectos multimédia e instalações . O seu trabalho frequentemente aborda a relação recursiva entre uma aparente abundância de propaganda e a qualidade da consciência colectiva que ela afecta, aludindo a conceitos como relações de poder, propriedade territorial, consumismo desenfreado, angústia social e destruição ambiental.

Como artista em residência no CAAA durante quase dois meses, o acto de caminhar é um aspecto importante para essa estadia, bem como para a sua prática artística em geral. Enquanto caminha, muitas vezes horas a fio, Morris utiliza uma câmara para fotografar e fazer vídeo, e recolhe pequenos objectos e impressões efémeras encontradas. De volta ao estúdio, fabricou vários moldes de gesso feitos a partir de impressões iniciais de argila, feitas no local durante as suas caminhadas ao longo da cidade e seus arredores. Nesta exposição, Morris irá exibir uma colecção de algumas dessas fotografias, um conjunto de objectos encontrados, escultura e dois vídeos. Como o título da exposição sugere “debaixo do pó”, o artista nos convida a reconsiderar o valor de uso de tais objectos e encontros aparentemente mundanos dentro desses territórios compartilhados. Não em termos de utilidade ou nostalgia do passado, mas como uma metáfora orientadora para entender a direcção dos nossos futuros colectivos.

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Opening November 2nd, 9pm / Until January 5th 2019

San Antonio artist Charlie Morris’s artistic practice involves politically nuanced, multi-media projects and installations. His work often addresses the recursive relationship between a seeming plethora of propaganda and the quality of collective consciousness it affects. Alluding to such concepts as power relations, territorial ownership, rampant consumerism, social angst, and environmental destruction.

While an Artist-in-Resident at CAAA Center for Art and Architecture Affairs in Guimarães, the act of walking is an important aspect to his time here, as well as to his artistic practice in general. While on foot, often hours at a time, Morris utilizes a camera for both still photography and video, while also collecting small found objects and print ephemera. Back at the studio, he has been fabricating several plaster casts. These were made from initial clay impressions, made on-site during his walks throughout Guimarães and its outskirts.

Here on display at CAAA, Morris will be exhibiting a collection of some of these photographs, an assemblage of found objects, sculpture, and two videos.

As the exhibition title suggests ‘from under dust’, the artist invites us to reconsider the use-value of such objects and seemingly mundane encounters within these shared territories. Not in terms of past utility or nostalgia, but as a guiding metaphor for understanding the direction of our collective futures.

 

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