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Toledo de Tânia Carvalho e Coisas de Luís Guerra

Abertura a 17 de Abril | até 29 de Maio

Luís Guerra e Tânia Carvalho juntam obras para uma exposição única de desenhos e outras obras visuais que criam individualmente.
Não sendo esse o motivo para exporem juntos, importa dizer que, embora alguns materiais possam ser idênticos, Luís Guerra e Tânia Carvalho imprimem qualidades diferentes no traço assim como no tema dos seus desenhos.
A vontade de expor em conjunto vem da sua vivência e partilha enquanto artistas e pessoas.
Desta forma, cada um cria os seus desenhos sem interferência do outro, para depois serem vistos num mesmo espaço. Comunicando cada um na sua forma individual, e, em conjunto, algo que não se antevia estar lá.

 

Toledo,
uma extensão do seu trabalho coreográfico pela representacão de lugares da imaginacão impossíveis de concretizar com bailarinos.

Nas suas pecas de danca, assim como nos desenhos desta exposicão, emergem da sua linguagem, monstruosa e onírica, referências ao barroco e ao grotesco. Em “Toledo” as coreografias de corpos que a um primeiro olhar parecem levianas são simultaneamente carnavalescas e macabras, como que retiradas de rituais, de bandas desenhadas ou de livros de terror.

Numa amálgama de corpos que caem, puxam, se agarram, se espalmam, riem ou choram, entre o extravagante e o irracional, Tânia Carvalho cria paisagens e figuras abstratas constituídas por corpos individuais. Os desenhos que a artista concebe são uma continuacão – ou um primeiro gesto – do questionar a condicão humana, a solidão e o seu lugar no mundo.

Adaptado de um texto de John Romão

 

Tânia Carvalho (1976) nasceu em Viana do Castelo e vive em Lisboa. Como coreógrafa, tem tido presença regular em teatros, festivais e residências artísticas, dentro e fora de Portugal. Fez criações para outras companhias, como o Ballet de l’Opera de Lyon (Xylographie), a Company of Elders, em Londres (I Walk, You Sing), a Companhia Nacional de Bailado (S), a Companhia Paulo Ribeiro (Como é que eu vou fazer isto?), a Companhia de Ballet do Norte (3), Dançando com a Diferença (Doesdicon) e, em 2021, o Ballet National de Marseille. Entre os seus projetos musicais destacam-se MadmudIdiolecto e dubloc barulin.

Em 2018 realizou Um Saco e uma Pedra – peça de dança para ecrã, o seu primeiro filme. Desde 2014, tem realizado exposições dos seus desenhos, tendo exposto em Lisboa, Guimarães, Viseu, Porto, no Funchal e em Marselha.

Prémio Programa Jovens Criadores 2000, com Inicialmente Previsto, foi também galardoada com o Prémio Melhor Coreografia 2012 da Sociedade Portuguesa de Autores, com Icosahedron.

 

Coisas

Luís Guerra reúne neste espaço de contemplação e pensamento, fragmentos e impressões dos seus últimos anos. Que, de alguma forma, isto vos possa ser útil.

Luís Guerra (Lisboa, 1985). Estudou dança no Conservatório Nacional, coreografia na Fundação Gulbenkian e actualmente frequenta o curso de desenho e pintura no ArCo. Trabalha regularmente como bailarino para diversos criadores, sendo regular a sua aparição em peças de Tânia Carvalho.

Para mais informações sobre o seu trabalho: @luisguerraportfolio no Instagram ou www.portfolioluisguerra.wordpress.com

 

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Ciclo expositivo de ilustração

Abertura a 17 de Abril | até 29 de Maio

 

OLHAR VOLTAR A OLHAR procura estabelecer uma relação entre as Sétima e Nona Artes, abrangendo ambos os públicos e enquadra-se na conhecida e natural contaminação entre estas duas artes.

4 autores de ilustração e banda desenhada selecionaram 4 filmes que os influenciaram e deixaram memória no seu imaginário artístico. A partir do filme cada autor produziu 32 pranchas a preto e branco, que deram origem à publicação de livros de bolso, editados pela Associação AO NORTE.

 

Exposição #1

FEIOS, PORCOS E MAUS, de Ana Biscaia, baseada no filme homónimo de Ettore Scola (ITA, 1976, 111′)

Ana Biscaia – autora

Ana Biscaia nasceu em 1978. Designer gráfica e ilustradora. Estudou ilustração (Master of Fine Arts) em Estocolmo, na Konstfack University College of Arts, Crafts and Design. O seu primeiro livro ilustrado, Negrume (publicado pela &etc., com texto de Amadeu Baptista), data de 2006. Ilustrou Poesia de Luís de Camões para Todos (seleção e organização de José António Gomes), antologia que mereceu, em 2009, uma distinção do júri do Prémio Nacional de Ilustração. Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração, em 2012, pelo livro A Cadeira que Queria Ser Sofá, de Clovis Levi.

O seu trabalho para O Carnaval dos Animais, de Rui Caeiro, foi também selecionado pelo júri do prémio TITAN Illustration in Design. Com João Pedro Mésseder, editou, em 2014, o livro Que Luz Estarias a Ler? e, em 2015, Poemas do Conta-Gotas. Fundou a Xerefé, pequena editora de livros ilustrados.

 

Exposição #2

AO CORAÇÃO DAS TREVAS, de André Coelho, inspirada no filme APOCALYPSE NOW, de Francis Ford Coppola (EUA, 1979, 147′)

André Coelho – autor

[n.1984, Vila Nova de Gaia] tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes.

Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. É membro ativo da banda industrial (a sério!) Sektor 304 e das lesmas do Doom Profan.

Têm participado nas várias antologias da Chili Com Carne com desenho, BD e textos e estreou-se a solo com o livro Terminal Tower. Em 2015 ganhou o concurso “Toma lá 500 paus e faz uma BD!” com o romance gráfico Acedia.

 

 

Apoios: Município de Guimarães e Associação AO NORTE