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Do Sintoma Indelével, de Ludgero Almeida

post Inauguração 6 Abril, 19h / até 26 Maio

Curadora: Pat Lemos

Galeria #1, #2

Ludgero Almeida traz para a exposição uma série de pinturas produzidas entre 2015 e 2018 em território brasileiro e português. As obras nascem de uma investigação que monta e desmonta os enunciados históricos ­a partir de memórias fotográficas e elementos obliterados de ambos os países, particularmente centrando-se em arquivos das ditaduras e da colonização.

É através da pintura que o conjunto de memórias nas quais o artista se concentra voltam a surgir como sintomas, como elementos arqueológicos. Não se tratam, entretanto, de imagens intactas e cristalizadas, mas de imagens profusamente cruzadas por interpretações, olhares e fricções produtivas e subjetivas, que não só relativizam a factualidade, como também a ressignificam.

“Do sintoma indelével” retoma o lugar de uma narratividade subalterna, de um passado que teimosamente se marginaliza nos discursos, nas práticas e demasiadas vezes na história. Ao utilizar ferramentas que remodelam, apagam, delimitam, estas pinturas poderiam de algum modo censurar as imagens, mas inversamente lhes atribuem uma visibilidade, um novo ensejo.

Archivilization, de Inês Norton

postInauguração 6 Abril, 19h / até 26 Maio

Galeria #3

O Projecto de vídeo-instalação “Archivilization”, de Inês Norton, aborda o tema da Memória e a sua relação com conceito de civilização, estabelecendo o paralelismo entre a civilização criada a partir da construção de edificações populacionais e a civilização gerada a partir da memória.

Memória e edificações surgem como expoentes do processo evolutivo da humanidade em que o acesso à Memória constitui um catalisador de mudança, permitindo ao Homem transcender e reinterpretar o passado à luz dos referenciais éticos vigentes, da mesma forma que a construção das cidades foi elemento incontrolavelmente marcante desse mesmo processo…