arquivo 2012 – jan / fev / mar

Punk is not Daddy de Edgar Pêra /22 março 21h30

Punk Is Not Daddy é uma viagem pelos anos oitenta, testemunhada por um cineasta neófito. São cine-diários inéditos de Edgar Pêra: as Ruínas do Chiado, o quotidiano em Lisboa e Madrid, os Estados Gerais do Cinema Português e, sobretudo, intervenções de bandas pop.

No Direction Home: Bob Dylan (parte 1) de Martin Scorsese /23 março 21h30

Bob Dylan abriu os seus arquivos para este filme que inclui imagens nunca antes vistas dos concertos ao vivo de Dylan, sessões de gravação em estúdio, outtakes e entrevistas.

No Direction Home: Bob Dylan (parte 2) de Martin Scorsese /24 março 21h30

Bob Dylan abriu os seus arquivos para este filme que inclui imagens nunca antes vistas dos concertos ao vivo de Dylan, sessões de gravação em estúdio, outtakes e entrevistas.

Teatro Bruto – Laboratório de Dramaturgia e Criação Cénica /19-26 Março

Entre 19 e 26 de março, a companhia Teatro Bruto realizará um Laboratório de Dramaturgia e Criação Cénica que decorrerá no CAAA.

No âmbito do espetáculo “Canil”, que será apresentado no CAAA Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura, entre 25 e 27 de maio, a encenadora Ana Luena e a restante equipa artística de “Canil”, em conjunto com os participantes deste workshop, definirão, a partir das temáticas propostas e do texto, os conceitos e diretrizes do projeto e procederão à análise do texto e à sua adaptação para a cena, abordando ainda temas como criação do cenário, figurinos, luz e som. Este workshop culminará numa Conferência Cénica a realizar no Café Concerto, no dia 26 de março pelas 22 horas.

Formadores
Encenadora, cenógrafa e figurinista: Ana Luena
Atores: Pedro Mendonça e Rute Pimenta
Músicos: Rui Lima e Sérgio Martin

Cage… conceptualizing Cage now /10 março – 29 abril


Inauguração: 10 março, 15h00
Horário: todos os dias, das 14h30 às 19h30

A exposição Cage… propõe uma série de hipóteses a partir da perspectiva de uma nova geração – formada no século XXI mais do que no século XX – em relação ao projecto de experimentação radical do compositor Americano John Cage (1912-1992).
Construída por séries de módulos, a exposição aborda um conjunto crucial das partituras mais influentes de música indeterminada de Cage e explora o seu impacto nas primeiras estratégias compositivas pós-Cage, nos anos 1960. Surge então a questão de como este campo de experimentação radical continua a ser apreendido e transposto para o presente.

Os eventos no dia de abertura, dia 10 de março, incluem uma conferência com a co-comissária da exposição, Julia Robinson e uma performance da pianista Margaret Leng Tan.
No dia 11 conferência com Tom Hannes e performances de Alison Knowles e Taketo Shimada.

 

/21 abril
17h

Interpretação da peça de John Cage “Imaginary Landscape nº4″ para 12 rádios (24 músicos) e maestro.
Com a participação de Alunos do Curso Complementar da Academia de Música Valentim Moreira de Sá e do maestro Pedro Neves.
Galeria #1, entrada livre.


/10 março
15h conferência Julia Robinson

Julia Robinson é Professora Assistente no Departamente de História de Arte da Universidade de Nova Iorque. Foi curadora de John Cage & Experimental Art: The Anarchy of Silence uma exposição retrospectiva de Cage em que se traçou o seu impacto na arte do século XX, que inaugurou no MACBA em Barcelona no final de 2009 e que percorreu outras cidades europeias durante 2010. Em 2010 foi curadora de New Realisms: 1957-1962: Object Strategies between Readymade and Spectacle, no MNCA Reina Sofia, Madrid. Recentemente Robinson editou um novo volume de escritos sobre John Cage para os October Files da revista October e que foi publicado pela MIT Press em 2011.

16h performance Margaret Leng Tan

The Art of Toy Piano – Obras de John Cage, Phyllis Chen, Philip Glass, Erik Griswold James Joslin, John Kennedy, Stephen Montague, António Pinho Vargas e Naftali Schindler.

/programa disponível aqui

Margaret Leng Tan é um portento na cena avant-garde Americana e uma das intérpretes da música de John Cage mais proeminentes. Considerada pelo The New York Times como “a rainha do toy piano”, Tan tem elevado o humilde brinquedo ao estatuto de um verdadeiro instrumento. O seu minúsculo teatro-musical feito de nostalgia e humor tem encantado audiências por todo o mundo. Neste concerto, intitulado “The Art of Toy Piano”, Tan irá interpretar obras de John Cage e dos seus “filhos espirituais”, aqueles que se inspiram no seu espírito aventureiro na escrita de obras para toy piano e outros brinquedos.
Website: www.margaretlengtan.com


/11 março
17h conferência Tom Hannes

O performer belga Tom Hannes (1970) é Mestre em Literatura sobre a poética de John Cage e tem usado inúmeros textos de Cage em performances, nomeadamente Empty Words, Chauncecleer, A Medieval Circus on the Canterbury Tales e Lecture on Nothing. Hannes é um monge Zen e é escritor.

18h performance Alison Knowles, Taketo Shimada

Alison Knowles é uma artista visual conhecida pelos seus trabalhos sonoros, instalações, performances, publicações, assim como pela sua associação ao Fluxus, o grupo experimental do qual foi membro fundador em 1962. Knowles era uma amiga muito próxima de John Cage e editou o seu livro Notations, publicado pela Something Else Press em 1969. O seu trabalho foi mostrado recentemente na Tate Modern em Londres and no MoMA em Nova Iorque, onde Knowles vive e trabalha.
Website: www.aknowles.com

Taketo Shimada é músico e artista. Shimada cresceu em Tóquio e vive em Tockaway Beach em Nova Iorque. Shimada fundou o Messages com Tres Warren e o seu segundo LP pela Stijl records será lançado ainda em 2012.
Website: www.http://destijlrecs.com,
Comissariado: Julia Robinson, João Simões e Christian Xatrec

João Simões (n. 1971, Luanda, Angola) “Os trabalhos de Simões mostram-nos que a atitude mais comum é a de desconhecimento completo, isto é, a arte contemporânea não pergunta por aquilo que a concebe; ela não pergunta pelas coisas sem as quais ela mesma não existia. E é precisamente neste desconhecimento, na revelação deste desconhecimento, que os trabalhos de Simões alcançam uma incontornável pertinência. Sem dúvida, não é necessário indagar acerca da linguagem para se escrever livros, nem tão pouco indagar acerca de projectores e aparelhos de vídeo para se fazer obras de arte contemporânea. Mas a apresentação de um trabalho que nos revela a matéria como um inimigo material invisível, na concepção de uma obra, é um trabalho que assume um lugar muito próprio na arte contemporânea. Dir-se-ia, o lugar da matéria.” (Paulo José Miranda, 2004 em Da Matéria).
Website: www.00351.org

Christian Xatrec vive e trabalha em Nova Iorque. A sua práctica artística pode ser melhor descrita como investigação teórica sem o constrangimento da ideia de produção como mercadoria. Xatrec é o director da Emily Harvey Foundation baseada em Nova Iorque – e também em Veneza – onde nos últimos 5 anos tem vindo a desenvolver um considerável e ambicioso programa artístico igualmente afastado dos ideais mercantis dos circuitos artísticos do mundo da arte.

Artistas convidados: Alison Knowles, Margaret Leng Tan, Taketo Shimada, Tom Hannes

Obras de: John Cage, Andy Warhol, Henry Flynt, George Brecht, Buckminster Fuller, Simone Forti e Allan Kaprow

Diz-lhes que não falarei nem que me matem /15, 16, 17 março

Antes de ser o Portugal dos cravos, era o Portugal do silêncio, do medo, da escuridão, da luz estreita que rompia por entre as grades daqueles que “nada tinham a perder senão as suas cadeias, mas que tinham um mundo a ganhar”. Diz-lhes que não falarei nem que me matem é um testemunho autêntico do que é viver privado da liberdade, pela luta de um ideal. Como se foge à loucura? Como se sente saudades? Como se ama? Como se acredita? Como se sonha com o dia que acabou mesmo por chegar.



Texto original e encenação:
Marta Freitas
Criação:
Mundo Razoável
Produção:
Mundo Razoável, CEC Guimarães 2012, Teatro Nacional São João, Bastidor Público

Pedro Bastos /fevereiro a outubro 2012

Pedro Bastos, nasce em Guimarães em 1980. Estudou Cinema e Teatro na Escola Superior Artística do Porto e Assistente de Câmara para Cinema na ECAM- Madrid.
Em cinema trabalha como assistente de câmara e argumentista, tendo também realizado dois filmes experimentais “Voyeur Entretainment” e “Porto, Vou-me Embora” – filmes pertencentes a uma trilogia que nunca conseguiu terminar.
Participou ainda como actor canastrão em algumas curtas-metragens.
Tem desenvolvido paralelamente trabalhos nas artes plásticas e colabora com o Projecto Xata, na escrita de textos dramatúrgicos.

Lista de materiais
50 litros de tinta plástica branca
25 litros de tinta plástica preta
15 litros de amarelo – tinta esmalte brilhante
15 litros de azul (ciano)- tinta esmalte brilhante
15 litros de vermelho (magenta) – tinta esmalte brilhante
15 litros de preto – tinta esmalte brilhante
15 litro de branco – tinta esmalte brilhante
Estes são os meus princípios, mas se não gostar tenho outros – Groucho Marx

“The Low Ride Pleasure”, Pedro Magalhães /17-29 fevereiro


Pedro Magalhães (1975), vive e trabalha na cidade do Porto.
A sua prática artística é maioritariamente fotográfica, com uma aproximação serial a cada tema.
O trabalho que apresenta surge na sequência de pesquisas em torno de actividades amadoras.

Na exposição The Low Ride Pleasure Pedro Magalhães entra no universo do car tuning em Portugal, uma actividade considerada ilegal neste país.
A cultura tuning está associada a questões de identidade, podendo ser lida como uma extensão estética do indivíduo e da sua personalidade através de um conjunto de alterações que vão desde o interior até o exterior do carro, imprimindo neste objecto as idiossincrasias do seu proprietário. Todos os extras escolhidos irão permitir que o carro tenha um comportamento e aspecto diferentes, tornando algo que é produzido em série em algo exclusivo, através de um processo “faça você mesmo” como se de uma engenharia vernacular se tratasse.
As concentrações tuning retratadas nesta série são espaços de desafio de limites e de excentricidade, em regra deslocados dos grandes centros urbanos, onde uma subcultura exibe estéticas e gostos que extrapolam os padrões de escolha e preferência predominantes, pondo em evidência o resultado de uma lapidação pessoal de um objecto na procura incessante de uma superação do banal e da afirmação carismática.

Das suas exposições individuais, contam-se The Low Ride Pleasure, Galeria Nuno Centeno, Porto, 2011; Fake memoirs Galeria Nuno Centeno, Porto, 2011; lutz-ritberg-eueler-salchow, Galeria Reflexus, Porto, 2009; Belo Abismo Certa Falta de Coerência, Porto, 2008; e as exposições de grupo P’s Correspondence (Comissariado por Luiza Teixeira de Freitas e Thom O’Nions), Selma Feriani Gallery, Londres, 2012; Private Lives (Comissariado por Filipa Valadares), Centro Cultural de Cascais, 2010; Está a morrer e não quer ver, Espaço Campanhã, Porto (Comissariado por José Maia).

James Elkins /15 fevereiro, 18h


Arquivar Cidades: Documento, Ciência, Autoria
Conversa com James Elkins

James Elkins, um dos grandes pensadores da imagem do nosso tempo, vem a Guimarães conversar sobre Arquivar Cidades – Documento, Ciência, Autoria. Uma iniciativa conjunta do Instituto de História da Arte (Linha Teoria da Arte e Práticas em História da Arte) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura – Reimaginar Guimarães.
Arquivar Cidades: Documento, Ciência, Autoria é o ponto de partida para uma conversa informal com James Elkins. Ao longo de uma hora e meia, as palavras andam à volta das questões que os Arquivos Fotográficos levantam: como se arquiva uma cidade em imagens, o que é uma imagem de arquivo, quais as fronteiras entre imagem-documento e imagem artística, que conhecimento nos pode dar uma imagem, o que é uma imagem fotográfica.

James Elkins (n. 1955), professor na Escola do Art Institute of Chicago, é autor de uma vasta bibliografia no campo da História da Arte e dos Visual Studies que tem por um lado focado uma reflexão sobre a prática historiográfica e por outro tentado prestar atenção a temas que são habitualmente ignorados ou considerados incómodos por essa prática. É autor de livros como The Poetics of Perspective (1994), Our Beautiful, Dry, and Distant Texts (2000), Pictures and Tears (2001), On the Strange Place of Religion in Contemporary Art (2004), Master Narratives and their Discontents (2005), e acaba de publicar What Photography Is (2011) Organizou também os sete volumes de The Art Seminar (2005-2008) que incluem Art History vs. Aesthetics, Photography Theory ou Is Art History Global?, e os encontros do Stone Summer Theory Institute, em Chicago. A sistemática e cirúrgica análise da escrita sobre arte, corroborada neste último livro com o diálogo encetado com A Câmara Clara de Roland Barthes, permite inscrever grande parte da sua obra num campo de meta-história da arte e meta-teoria da arte.

“A collection of landscapes: selected works 2005-2011″, Carlos Lobo /3 fevereiro a 4 março


Inauguração 3 fevereiro, 22h

Não é uma retrospectiva. Não é tão-pouco um ponto da situação. Podemos interpretar esta exposição como se o fotógrafo realizasse uma espécie de comissariado sobre o seu próprio trabalho, tendo como ponto unificador a ideia de paisagem (landscape).
Nesta exposição serão apresentados trabalhos iniciados em 2005 com a série Interior, realizada na Fundação Calouste Gulbenkian e nunca antes exposta fora desta instituição,
passando ainda pela série Imaginary film sets, comissariada em 2007 para apresentação na Solar, Galeria de Arte Cinemática em Vila de Conde, até à série Still There, realizada no Líbano a propósito do BES Photo 2011, terminando por fim nas imagens mais recentes, realizadas em 2011 no Japão.
A exposição A collection of landscapes é uma oportunidade para perceber os pontos em comum e as idiossincrasias da fotografia no trabalho do autor na sua abordagem ao registo documental do real.

www.carloslobo.net

Cosmos /10 março – 7 abril (galeria #4)


Horário: todos os dias, das 14h30 às 19h30

Os desenhos apresentados são parte do processo de trabalho de construção da peça Cosmos, de Lautaro Vilo. Constituem um storyboard, desafio de resposta imagética ao universo proposto pelo autor.

Cosmos de Lautaro Vilo / Teatro Oficina




Catarina Felgueiras (1976, Porto)
É Licenciada em Artes Plásticas/Escultura pela F.B.A.U.P e professora de Artes Visuais.
Tem desenvolvido o seu trabalho em áreas distintas como as Artes Plásticas, o Design Gráfico e o Teatro.
Entre 1999 e 2006 participou em várias exposições colectivas a destacar: EU-TU-TUDO-TODOS, Galeria Canvas, Porto; Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano, Mercado Ferreira Borges, Porto; Pontos de Contacto (colaboração com Nuno Ramalho), Porto; Vias de Extinção – Museu da Água, Lisboa; Pequeno Oceano, Projecto Linha Imaginária, Espaço ACBEU, Salvador da Bahia, Brasil; I like it here, can I stay?, ZDB, Lisboa; Ask me why and I’ll die…, espaço Maus Hábitos, Porto; Penso Voltar, Centro Cultural Emmerico Nunes, Sines; Falar Das Coisas Como Elas São, Espaço Olímpico, Porto; Vice Versa: Eixo Brasília / Linha Imaginária, Brasília, Brasil; Extensão do Olhar, uma antologia visual da fotografia portuguesa contemporânea, CAV, Coimbra – colecção da Fundação PLMJ; Lengua Romance, Harto espacio, Montevideo, Uruguai – em colaboração com Alexandre Osório; Busca Pólos, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (vídeo “ A Viagem”, realizado com Pedro Lima). Realizou em 2004 as exposições individuais Ensaio Geral (PêssegoPráSemana, Porto) e S/ Título (There’s no business like show business) – Project Room (Centro de Artes Visuais, Coimbra). Participou no mesmo ano, nos Quadros de Dança (N.E.C), A Cidade em Negativo, Porto e na performance “40 Espontâneos” de La Ribot, com apresentação no TECA,(Dancem’04). Em 2007 realizou, com Miguel Cabral, a encenação e concepção plástica da peça “O Ladrão de Sapatos” a partir de Dois Perdidos Numa Noite Suja, de Plínio Marcos (MariaVaiComAsOutras, Porto). Em 2008 realizou com Susete Rebelo, a intervenção “Está cá alguém?”, no espaço do Teatro Carlos Alberto (“30 por noite”). Realizou,com Ana Luena, a instalação “Espreita” de homenagem a José Cayolla (FITEI, espaço Servartes) e foi assistente de figurinos na peça “As Criadas”, de João Garcia Miguel. Em 2009/10 esteve responsável pelo design gráfico da Companhia Teatro Bruto. Nesta área tem realizado trabalhos para cinema (Jorge Quintela , On the road to Femina – Legendary Tiger Man) e teatro (companhia Palmilha Dentada, Marca Branca, entre outras).

“Mapas fictícios”, Luís Guerra /14 janeiro a 7 fevereiro


Desde pequeno que gosto de desenhar mapas e de tudo o que esteja relacionado com Geografia, Etnografia, etc. Sempre que posso pego numa caneta ou lápis e começo a desenhar linhas de relevo. Adoro a concentração que me exige este trabalho de minúcia.

Luís Guerra é um artista português que trabalha maioritariamente como coreógrafo e bailarino. Faz parte da Bomba Suicida, uma associação para promoção cultural, que conta ainda com mais duas artistas portugueses com quem trabalha frequentemente: Tânia Carvalho e Marlene Freitas. Desde que se mudou para Viana do Castelo passou a fazer parte de uma loja/projecto artístico que tem estimulado o seu trabalho plástico e visual, A Benda.

“Qqywqu’ddyll’o’” + “Como se pudesse ficar ali para sempre”

14 janeiro 2012, 22h

Preço normal 5,50€ / Preço estudante 4,50€


Qqywqu’ddyll’o’ – Luís Guerra

Qqywqu’ddyll’o’ é um tipo de arte de Laocoi, dançado geralmente por um homem e musicalizado por uma mulher. A mulher segue sempre uma partitura rigorosa que constitui uma forma ancestral de poesia musical. Cada nuance de tempo específico entre cada som corresponde a uma determinada letra e os próprios sons podem corresponder a diferentes sílabas. O conjunto desses silêncios e sons diferentes forma palavras que dão forma a um poema que geralmente se versa sobre as temáticas da beleza, do amor e da elegância. Qqywqu’ddyll’o’ exige que os ouvintes familiarizados com esta arte laocoït, contem constantemente os tempos para dessa forma visualizarem palavras vindas do vazio. O homem é quase sempre um elemento ornamental que se limita a dançar abstracções, tornando-se para quem está acostumado, na própria banda sonora do texto. A sua dança não deve jamais ilustrar o poema. Qqywqu’ddyll’o’ é uma arte destinada a teatros e deixa-se acompanhar na maioria das vezes por elementos cénicos que retratam elementos geográficos de Laocoi, seja por linhas de relevo ou ainda por imagens fotográficas que encarnem o vento que sempre sopra forte no arquipélago.

website Luís Guerra de Laocoi


Como se pudesse ficar ali para sempre – Tânia Carvalho

Gostava de conseguir construir uma dança da mesma forma que um pianista se senta ao piano e de lá “tira” uma música.
Esta dança é uma composição de movimentos para criar sensações.

website Tânia Carvalho

mais info (ficha técnica e biografias)

A Cidade da Muralha /16 dezembro 2011 a 29 janeiro 2012


Inauguração: 16 dezembro 2011, 22h00

A primeira exposição do Reimaginar Guimarães apresenta uma selecção de fotografias de espaço público ou semi-público de Guimarães provenientes da Colecção de Fotografia da Muralha. São a primeira apresentação do trabalho de arquivo que tem vindo a ser desenvovido com base nesta Colecção. Mostram a cidade num segmento de tempo desde finais do século XIX até meados do século XX, propondo uma leitura relacional e narrativa destas fotografias.

O projecto Reimaginar Guimarães é um projecto de identificação, preservação e partilha de acervos fotográficos documentais da ou sobre a cidade de Guimarães. A sua linha de actuação é a identificação de espólios, sua preservação pela limpeza, digitalização e classificação, e partilha – quer através da criação de um Arquivo Fotográfico online, quer através de exposições e edições. O Reimaginar Guimarães tem por base a Colecção de Fotografia da Muralha, Associação de Guimarães para a Defesa do Património, estando, porém, aberto a outras colecções, relações e instituições.
Reimaginar Guimarães é um projecto da área de Cinema da Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura

Visitas comentadas para grupos: segundas às 11h00 e quartas às 15h00, mediante marcação prévia para eduardo.brito@guimaraes2012.pt. Mínimo de 5 pessoas por grupo. Duração da visita: 50 minutos.